terça-feira, maio 08, 2007

O melhor do mundo...

Há coisas realmente fantásticas. Há pessoas realmente especiais. Estou à espera de conseguir escrever este post há umas três semanas... que vergonha! Mas queria que tudo estivesse mais organizado, que a calma regressasse (dentro do possível). Acontece que finalmente "mudei". Com todas as "mudanças" que isso implica e explica. Agora estou por minha conta, permitam-me o ego ismo.



Depois de um ano em impacientes adiamentos, cá estou. É uma sensação muito boa, sem dúvida. Mas mais importante que tudo isto são eles, os que podemos sempre chamar, os que nos dizem uma laracha quando nos sentem esmorecer. Eles os que estarão sempre lá, que sabem que o tempo e o espaço, embora muito alterem não são decisivos. Eles, os amigos.

Foi uma recepção calorosa, sem cerimónia, com música e boa disposição. Nem todos puderam estar presentes, mas estavam lá também. Não é todos os dias que se recebe uma prenda de aniversário assim.

E deste mundo diferente que é o da blogosfera (que nome tão pomposo!) chega a deliciosa encomenda da Mary. :DDD















É a mais linda que já vi! Fica perfeita na minha sala.

Após a triste perda da primeira encomenda, chegou sã e salva. Mas não é só a rodilha...





















Uma pinha pequenina a lembrar os bosques de Sintra, uma carta muito simpática, selos! Lindos de morrer com pequenas imagens de quilts americanos. Gorgeous!















How did you know I had a sweet tooth?! :P
















Hummmm.....















Muitas fitas e galões antigos, lindos!















Tecidos gulosos para ... quilting? Ou retalhos.















E que tal me fica?















Espero que a minha prendinha te tenha agradado tanto como me agradou a tua, Mary.














E só para acabar em grande... meesmo grande(s)... eheheh! Uma prenda da D (Chip Chip)


Estes chinelos bordados à mão, super confortáveis. Thank youuuuu.

quarta-feira, maio 02, 2007

Uma... e outra.




















Já começava a fazer-se tarde, mas não há dessa coisa chamada "tempo" por aqui. Ou melhor, não tem havido... Mas adiante, cá está ele o "BrasilBag". Chamei-lhe assim por ser a primeira coisa que lembram as suas cores, e porque me parece ser um país lindíssimo onde tenho que ir um dia destes... Ai!

A Tânia e a Margarida foram, e de lá trouxeram coisas fabulosas.















Este é um saco muito grande, em relação aos que habitualmente faço, serve para aquelas pessoas que gostam que nada lhes falte! Eh, eh! Mas também porque vive de formas e cores que "habitam" o seu espaço e que o compõem. Tudo começa aleatoriamente, do kaos, para encontrar, naturalmente a sua composição, ordem e harmonia.



Entretanto, eu própria resolvi oferecer-me uma nova carteira. A Primavera chegou e as flores, cores e estampados apetecem. De retalhos de chitas antigas e ganga reciclada eis o resultado:

































Por dentro tem uma bolsa para telemóvel e outra para documentos ou whatever. Parece-me bastante prática e fica bem com tudo. Estou muito contente.

terça-feira, abril 17, 2007

Delirium têxtil















Apesar de não ser uma consumidora assídua deste tipo de publicações, confesso que há muito não pegava numa revista destas que me despertasse algum interesse. Já não há volta a dar-lhe, o "movimento crafty" ou o "artesanato contemporâneo", ou o que lhe queiram chamar, está em franca expansão e promete! Nestes dois exemplares damos conta de que já não é só na www que as novas ideias circulam, mas outros mediums estão a ser contagiados (como de resto temos testemunhado pelo trabalho da Rosa, ou da Hilda). Parece-me muito importante esta divulgação, para que novas ideias vistam o tradicional (às vezes cansado) artesanato português. Aquilo que tem sido uma interminável e entediante repetição de "ideias" na generalidade das revistas de manualidades, parece (finalmente) transparecer uma tímida vontade de mudança.

Assim, foi uma agradável surpresa (Casa Cláudia Ideias nº9) verificar que se fala de Heróis de bolso...














ou se espreita a fantástica Hippie Chique na sua própria casa...




















Outra publicação muito interessante é de "Labores del Hogar"nº575 Abr 07 em que mostram este e outros maravilhosos "quilts" com tutorial e tudo para "faça-você-mesma(o)"!





























Mas o que me dá "cócegas"também é a notícia de um 1º Concurso de Quilting Fil d'Or...















E a exposição dos trabalhos concorrentes em Barcelona:















São ecos de encontros como este de que fala Jane, ou serão apenas estratégias comerciais? Seja como for, eu adorava ver um certame destes em Portugal, vocês não?
Ah! Mais um link absolutamente indispensável, também publicado na mesma revista:
Aqui encontram-se alguns dos bordados mais assombrosos, mais delicados, pormenorizados, ricos... blábláblá, que alguma vez se viu!

terça-feira, abril 03, 2007

Muito para fazer, muito para mostrar.
















Ainda um WIP, agora passou a tapete, ou capacho. Não tão tradicional como os que vemos pelos mercados e não só, mas numa ideia semelhante de reciclagem. O trapilho assume um lugar de destaque cada vez mais visível não só nas criações que "inundam a net" bem como em lojas de retrosaria que afirmam ser um dos artigos mais procurados.
Parece de facto urgente revitalizar certas
técnicas tradicionais, tal como a tecelagem (concordo plenamente Rosa), não só como divulgação de uma cultura, mas pelo aspecto ecológico que comportam. A produção e consumo de roupa hoje em dia apresenta níveis tão desmesurados que começa a ser um grave problema. Porque não reciclar de um modo interessante, criativo e que é tão nosso?
As mantas de retalhos, de tecido ou de renda com restinhos de lã, as lindíssimas rodilhas de trapos, os tapetes, a infinidade de ideias que podemos recriar com estas técnicas! Quem não cresceu no meio destas e de outras tradições? Quantas vezes olhamos as novas mantas de retalhos e dizemos: "ahh, lembra-me quando era pequenina!". Não defendo uma repetição exaustiva de modelos, padrões e significados, pois para isso existem já os grupos de bordadeiras, as fábricas artesanais ou semi-industrializadas, que apesar de muito poucas vão veiculando as tradições. Ou noutro extremo ainda mais raro as grandes marcas que recorrem a esses tessouros como cartão de visita.

Uma vez que há todo um "boom", uma febre de "artesanato urbano", "crafty art", ou o que lhe queiram chamar, porque não explorar esse interesse e desenvolver realmente novas técnicas, novas ideias? Parece-me pouco produtivo copiar ou recriar pura e simplesmente o que a "vizinha do lado" faz, pelo menos para divulgar como produto de autoria própria.
Perder algum tempo em experiências é necessário. Começar um trabalho com uma ideia, ainda que depois saia frustrado é muito valioso. Só nessa busca se pode marcar um trilho, tomar consciência de um objectivo, ou da sua procura. É claro que muitas vezes as coisas mais inesperadas acontecem. Somos muitas vezes parecidas enquanto pessoas, num contexto idêntico, com desejos semelhantes, e acima de tudo expostas às mesmas inspirações, disponibilidade de materiais, técnicas... tudo o que condiciona à limitação de ideias.
Não quero entrar em moralismos, nem me considero diferente dos demais. Acho apenas que devemos de perder o medo de assumir uma identidade própria, com todos os nossos erros, fraquezas (camisolas que não ficaram no tamanho certo, rendas enfoladas, costuras tortas.. quem não conhece a história?) só assim se justifica uma assinatura.
















almorosa 2 - orange beads na maçã.

















***

quarta-feira, março 28, 2007

Crescer ou o Sair do ninho...















"Quantas vezes tenho que dizer? Quantas mais vezes terei que passar por aqui e sentir o mesmo arrepio na nuca? E se de repente te vais embora? Não sabes que ela vem sem aviso? Queres deixar tudo por fazer e arrepender-te depois?"
















A vida tal como nos é dada a conhecer é muito mais o que dela fazemos, do que aquilo que nos dá.















"Vá conta-me uma história, dá-me um beijinho de bom-dia e outro de boa-noite, telefona a perguntar se preciso de alguma coisa ou então chora, admite que respiras o mesmo ar que eu, que te enganas como toda a gente e sabes perdoar. O mundo não gira à tua volta, nem sabe que existes. Mas eu sei e tu sabes.
Deixa-me tecer a minha teia com as novas linhas que encontrei... Quem te diz que não são melhores? Não significa que te ignoro, ou deprezo. Ser pai deverá ter destas coisas, crescer e deixar crescer... não? "

Coisas a não esquecer:

  • Não há tempo a perder
  • Não há excesso de amor, apenas mal-entendidos
  • Não vale a pena ter medo de ter medo.

quarta-feira, março 14, 2007

Mais...!















Azul, blue, bleu, blau, azurro... Spiral blue. Um tapete? Qui ça?















Multicor em transição para verde, é mais uma almoverde, encomenda para a maçã.















Rosa (?)... é rosa, mas também é verde, lindíssimas nesta época e durante quase todo o ano!














E rosa é ainda esta, outrora base, agora a nova almorosa.















Frágil, suave, livre ...















Quem nunca soprou uma? E voar num destes "chapéuzinhos"? Alguém já experimentou?

Adoro a Primavera.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Movimento espiral ou Never ending story















Andar à roda... lembras-te de quando tínhamos saias com "roda" e fazíamos concursos para ver quem aguentava mais tempo sem cair? E aqueles balouços (dos quais eu tinha pavor!) que eram uma roda de cavalinhos onde cada menino se sentava agarrando firmemente um ferrinho que parecia querer arrancar-se a todo o instante? Lembro-me de ser mais alta e talvez por isso considerada "capaz" de aguentar o que os rapazes aguentavam... dizia então a professora: -"Sara, para aquele grupo!" - Era o pesadelo! Sendo mais alta, enjoava mais, pois tinha a sensação de andar num balouço muito mais pequeno e frágil do que devia... Como eu invejava as meninas pequeninas que nunca tinham que levar os colegas às cavalitas! E eu quando ia às cavalitas de alguém era só porque se tinha portado mal, e merecia um castigo.
Andar à roda era uma sensação estranha, incómoda, mas à qual me habituei, talvez por toda a minha infância ser, também assim estranha, incómoda... Detestei o infantário, numa época em que era a minha avó que me vestia e me obrigava a usar calças de fazenda castanha... quando em plenos anos 80, começavam a aparecer os primeiros rosas chock, os elásticos de cabelo fluorescentes, as gangas de côr e as sandálias "Colibri"... (Se tive duas saias até aos 7 anos, vesti-as 2 vezes cada uma, e foi muito). Cresci assim numa ânsia de ser maior, de crescer depressa e poder escolher "a minha saia, o meu rosa, e deixar crescer o cabelo, mesmo que tivesse que doer quando me escovava*".


*Nota: o acondicionador, ou amaciador apareceu nos supermercados bastante mais tarde. Mesmo com o cabelo à "garçonne" chorava baba e ranho para que a minha avó (ou às vezes a minha mãe) o "desenrriçasse" - Há anos que não digo esta palavra.
Hoje, a memória destas pequenas coisas parece diminuí-las. Já não é uma "dor de barriga" dizer "não, não quero andar neste balouço" ou "não gosto desta comida". Mas em detrimento dessas dificuldades, também se perdem virtudes. Como era engraçado ter um dia inteirinho para andar de balouço, jogar às escondidas, andar de bicicleta até não poder mais.
As espirais fazem-nos passar sempre nos mesmos locais, mas sempre com perspectivas diferentes, traçamos percursos que nunca coincidem mas sempre em roda de nós mesmos, da nossa identidade.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Ano do Porco - Gold Version















Parece que começou há pouco o novo Ano Chinês... e quem melhor para falar disso que MIMIWO?

Para mim este ano promete, pelo menos a mudança está para breve. Finalmente uma "grande tela em branco", um espaço só meu (desculpem o egoísmo) para eu (me) compôr , todo à minha vontade.

Se o signo do Porco é bom ou não não sei, mas este é portador de boas notícias, e ainda por cima é rosa! É uma prenda da minha mãe quando aqui esteve, é um bocadinho kitsch, mas eu gosto.

Entre catálogos, buscas via Google e inúmeras e esgotantes visitas a tudo quanto é loja de decoração, aqui ficam 3 ideias:

A opção "toda a gente gosta, toda a gente tem"
A opção "muito bom, bonito, funcional e para além das minhas possibilidades..."
E a que me arrebatou, "produção nacional, design contemporâneo e acessível"

Agora divirtam-se, bom fim-de-semana!

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Bonecos de Pano - Editorial Presença

Ahhh, agora sim! Depois de um probleminha com o Blogger, não me deixava postar fotos!, aqui está o desenvolvimento do post anterior.
São realmente um doce reencontro estes livrinhos. Bonecos de pano e de lã, de todos os feitios, cores, formas e funções.
















São muito velhinhos, como se pode notar pelos tecidos vintage, pelas côres,















Até os moldes eram sobrepostos ao texto de modo a economizar impressão!

















Mas são deveras deliciosos, como estes que se podem pendurar, ou fazer de porta-chaves...
















E estas meninas? Muito "fashion", sem dúvida!















O díficil é escolher, não me decidi ainda sobre qual me debruçarei. Mas há um pequeno bulldog que me anda a tirar do sério...
Entretanto, sem esquecer um monte de artigos por fazer, por enviar, ou simplesmente acabar, novas peças vão surgindo, amanhã espero poder mostrá-las.
Ao trabalho!

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Regressar
















Sim?!... Podem entrar, o quarto de ideias abre novamente as suas portas. De facto tem sido muito complicado conciliar tempo, vontade, trabalho... enfim! Mas há novidades.


Um já muito necessário "necèssaire", todo em algodão preto e branco (para muitos num padrão bastante
familiar), com fecho "èclair" com aplicação de contas e fitas de cetim.
















No interior uma divisória e dois bolsos de "chapa" especificam o lugar de cada coisa. Que isto de ser mulher exige muita arrumação! Ele é cremes para tudo e mais alguma coisa, ganchos, pinças, pincéis, caixas e tubos... uff! Antes de me maquilhar já estou cansada.


Depois, o regresso do crochet, as espirais intermináveis, desta vez com missangas.


















E mais, uma descoberta de valor inestimável: 3 livros de "manualidades" dos finais dos anos 70, que acompanharam a minha infância e que julgava há muito perdidos!
















Lembro-me de passar muito tempo deliciada com estas páginas...


Oooops! Algo parece estar errado com o Blogger! :(

Amanhã prometo mostrar mais sobre estes livrinhos. Por agora deixo-vos uma maçã! Um projecto com muita garra da Patrícia Lima. Aqui poderão encontrar alguns produtos do Quarto de Ideias à venda. É em Palmela, passem por lá.


sexta-feira, fevereiro 09, 2007

SIM!

Sim a uma consciência, sim à vida porque sim, não por obrigação, não por descuido, não por negligência. Ser mãe deve ser um projecto de vida, uma escolha, um desejo desejado!

http://www.flickr.com/groups/sim_a_despenalizacao/pool/

terça-feira, janeiro 30, 2007

Just a small break, nothing much.

A todos os que por aqui passam, ou passaram pela nossa loja, muito obrigada.

De facto, o PROJECTO A4 foi mesmo um sucesso. Não só em termos de resposta do público, que muito nos elogiou, como em divulgação do nosso trabalho, criando-se novos contactos e amizades, e compensando esforços vários, económicos e não só.


Por agora, pelo menos durante um mês, O QUARTO DE IDEIAS fará uma pausa. Tanta agitação e azáfama, bem como "ruptura de stocks" :), conduziram-nos a uma necessária reflexão, vamos deixar a areia assentar e esperar que passe a água turva.

Continuamos a receber comentários, e-mails e encomendas. Breve traremos mais produtos, diferentes, novos e a pensar em flores de Primavera, maçãs e ninhos... e uma boa novidade que para já não revelaremos.

E assim dizemos até já!

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Acabadinhas de fazer! - Hot, hot, hot!
















Bases, para irem à mesa, para pôr na estante com "aquele" bibelot...














Para servir o "chá das cinco" (esse costume tão "inglês" que foi uma rainha portuguesa que o levou até à Inglaterra)...















Ou até mesmo como "tapete" para o gato, cão, coelho... qualquer coisa! São o resultado das horas mais calmas passadas na loja.

















WIP - Mala de mão Black n' white... (mais detalhes no próximo post)




















A boa companhia das meninas S. e M., os chocolatinhos (que parecem crescer todos os dias no nosso balcão), uma agulha nº10 e muito fio; dão "pano para mangas".
Os clientes entram e deparam-se com a própria produção in locco, num ambiente familiar
.

Ah! aqui fica só um cheirinho da nossa montra: sim porque isto não é uma loja qualquer, temos montra! E linda que ela é?!















É toda branca com apenas 4 "vigias" redondinhas onde cada uma de nós tem uma peça exposta. Adoro!

Este sábado espera-se a grande invasão... não vai haver tempo para nada!

Beijinhos e abraços a todos os que nos têm apoiado e visitado. Muito obrigada!


***