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quinta-feira, janeiro 10, 2008

Dar à agulha em tempo de chuva e frio...

Gosto de coisas complicadas. Gosto de arabescos e cornucópias, da arte islâmica, hindu, chinesa, japonesa ao rocócó e ao celta. Não pela complicação em si, mas porque descubro sempre algo de novo. O Arraoiolos sempre me deliciou com as suas cores e desenhos. Aprendi a fazê-lo com 8 anos e comecei por ajudar a minha mãe a fazer um tapete de 3 por 3 (tipo de ponto que apanha 3 fios de tela) com a simpática medida de 2mx1,5m. Foi uma aventura! Só uns 4 anos depois ficou pronto.

Mais tarde percebemos as diferenças e o factor "tradição". O verdadeiro Arraiolos é feito em ponto de 2 por 2 (cada ponto apanha 2 fios de tela). Mas muito mais moroso, difícil (passar a agulha dentro para rematar faz calos e bolhas!) mas também inifnitamente mais bonito.

Fiz muitas almofadas e pequenos tapetes. Quase todos esses projectos feitos sem esquema. Realmente não consigo trabalhar de outro modo. Até que cheguei aqui:
























Peço desculpa pela má qualidade da foto, foi tirada à noite com luz artificial... No entanto dá para ver pelo menos os desenhos. Inspirei-me em formas do Arraiolos tradicional, as quais de tanto fazer já saiem de cor, sem planear.

Mas o que realmente gosto é de "brincar" com as cores. Nos tapetes tradicionais, as cores são bonitas, nos originais mais antigos, principalmente. Contudo, de há uns anos para cá a tendência é fazer tapetes quase sempre em tons beijes, castanhos, amarelos e salmão e ocasionalmente verde-seco ou azul. É pena. A paleta de cores destas lãs (que o Arraiolos é bordado a lã pura) é variadíssima, e a imagética portuguesa presente no artesanato é tudo menos "desbotada"!
























Apostei assim em cores que adoro, os verdes em contraste com laranjas e rosas e amarelos, e com pequenos apontamentos de vermelho. Fiz isto há uns 4 ou 5 anos, muito antes de sonhar com a minha presente casa, que (coincidência ou não) é destas mesmas cores.

Uma das questões si n'est quoi non dos Arraiolos ditos "verdadeiros" é o facto de terem os cantos em espinha, como se verifica na foto abaixo:



















Até há bem poucos anos esta era uma maneira de nos certificarmos se era um tapete genuíno ou uma imitação. Mas a indústria da contrafacção aprende depressa... Hoje já é possível comprar a preços irrisórios um "Arraoiolos" made in China ou noutro qualquer país que não o nosso.

Se de facto não podem, não querem ou não conseguem comprar o original, então porque não fazer um? Concordo que não será igualmente legítimo. Mas será português, levará lãs portuguesas e divulgará de maneira não explorativa o nome dos lindos tapetes. Só tenho pena que os esquemas que se vendem em revista sejam tão monótonos, não entusiasmam ninguém... Mas pelo menos se alterarem as cores, e um pouquinho dos desenhos, ficaram com uma peça original.
Que me dizem?



















mais:

sub-blog do tapete
revistas com esquemas
mais esquemas e lãs

do outro lado do atlântico
como conservar







quinta-feira, novembro 29, 2007

SaloiaBag à la Portuguesa

Ao fim de algum tempo, depois de passar por crochet e feltragem, acabei-a finalmente! É a menina dos meus olhos no momento!








Foi mesmo uma daquelas "febres" de chegar a casa, esgravilhar numa torrada com leite e agarrar-me à máquina de costura!

Os materiais são mesmo muito antigos, ou se quiserem "vintage",







Tão antigos quanto o nome da marca desta fazenda de lã, cuja auréola resolvi manter como parte da composição. Esta mala é como que um apontamento do quão interessantes e actuais podem ser as coisas de "antigamente". De qualidade muitas vezes indiscutível, de design próprio, amigas do nosso desenvolvimento enquanto país e defensoras da nossa identidade cultural, as marcas tradicionais nacionais têm muito para dar.

















Projecctos como a Vida Portuguesa ou Feitoria, e todos os "renascimentos" a que temos assistido, são prova viva do bom que Portugal faz.





















Esta mala deve muito à inspiração que bebo nos posts da Saloia, por isso a baptizei de SaloiaBag. Espero que ela goste. :)

O mesmo tecido que trocámos, numa aplicação bem portuguesa!

quinta-feira, novembro 08, 2007

Parabéns a você!

Fazemos hoje 2 anos de blog. Já quase nem me lembrava, mas sim, não há dúvidas. Passa mesmo rápido. Agradeço a todos os que nos visitam, aos que comentam e aos que apenas nos seguem. Antes era apenas uma ocupação de férias, de tempo morto... Hoje não há dia em que não faça qualquer coisa com tecidos, lãs, linhas... cores! No fim, sabe bem sentir que há mais como eu, que também fazem (e muito bem!) coisas. Uma verdadeira teia de pessoas e trabalhos se tece à volta destes e de outros assuntos. Não só de artesanato nos ocupamos, nem tão pouco de coisas "bonitas". Há ecologia, domesticidade, publicidade, urbanidade, ruralidade... (que palavrões!) Coisas de que somos feitos e que nos constroiem. Adoro a internet!

Para celebrar uma tardia Primavera... um bouquet de begónias, disponíveis na loja.




















Uma nova técnica traz também novas ideias: sapatinhos de bébé! Pura lã de merino, ainda em fase WIP.


















E aqui, o resultado final do "Peixe" que nadou até Atenas, onde vive numa fabulosa loja de lãs... ;)

quarta-feira, julho 11, 2007

Autocolantes e outros vícios...WIP!
















São demais estes "stickers"! Podemos colocá-los em qualquer parede normal, descolar e voltar a colar... Extremamente versáteis, pelo que podemos compôr a sua disposição à nossa vontade... e são lindos! Há em vários motivos, muitos deles especiais para crianças. Um doce. Só o seu preço se pode tornar um pouco mais amargo. Todas as informações aqui.




















Aqui ainda na embalagem...





















Aqui, já colocados no hall.

















Entretanto, outros WIP (Work in Progress) vão tomando forma. Desta vez uma base Morango e outra Ananás.

















E este é o novo Red Green Top. À semelhança do primeiro, vai crescendo lentamente.


sexta-feira, junho 15, 2007

Na minha varanda...





Abriram de ontem para hoje... são "Lillies" ou "Coroas Imperiais... ainda a pensar laranja.

Este é o cravo túnico. Apesar de muito simpático tem um estranho odor, mas que se torna útil para afastar insectos indesejados.

Destas não sei o nome, não estão na varanda mas dão um aspecto fresco à sala. Adoro!
E aqui as vulgares, mas super alegres "sardinheiras"... mais correctamente: geranium

Ainda há mais, mas estas são as que queria mostrar em concordância qom o meu mais recente WIP...
A par das cravinas que perfumam o ar num raio de 1.5m em seu redor e os malmequeres sempre excêntricos.

São apenas as cores que me fascinam, me levam as agulhas e linhas aos dedos e mesmo quando o cansaço é muito, o transformam em "coisas"...













Bom fim de semana!